Especial: Alice no Pais das Maravilhas
Quem não conhece o livro de Lewis Caroll, no mínimo já ouviu falar em Chapeleiro Maluco. As aventuras de Alice no País das Maravilhas, inventadas há mais de um século pelo matemático britânico Lewis Carroll, ganhará uma continuação, não oficial, pela mãos de Tim Burton.
Com a estética marcante do diretor o filme chega ao cinemas no formato 3D, proporcionando uma imersão maior no universo surreal criado pelo escritor e agora com um clima gótico de Tim Burton.
O filme tem grande elenco, como Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Sir Christopher Lee, entre outros.
A volta de Alice é basicamente da mesma forma que a original. Ela está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos mas não se lembrava mais.
A pequena Alice, já não tão pequena, com 19 anos, irá reencontrar os seus antigos amigos o Coelho Branco (Michael Sheen), Lagarta Absolem (Alan Rickman), Tweedledee e Tweedledum (Matt Lucas), o Gato Cheshire (Stephen Fry) e irreverente Chapeleiro Louco (Johnny Depp).
Só que tudo mudou no País das Maravilhas desde que a Rainha Vermelha (Helena Bonham-Carter) ascendeu ao poder. Toda a esperança numa mudança reside nos ombros de Alice.
Chapeleiro Louco/Johnny Depp
Quando leu o "Alice no País das Maravilhas", Johnny Depp ficou intrigado com "pequenas coisas críticas". Por exemplo, no Chá Maluco as personagens estão fascinadas por "coisas que começam com a letra M". "No livro nunca há uma resposta para isso", constatou. Foi quando começou a investigar sobre os chapeleiros na Inglaterra vitoriana que descobriu uma ligação que para ele fez sentido: para fazerem os seus chapéus, os chapeleiros usavam uma cola que continha mercúrio (daí o M) e que os envenenava lentamente e lhes dava um tom alaranjado. Foi a partir daí que compôs a personagem: o cabelo cor-de-laranja, as manchas alaranjadas nos dedos, o ar alucinado (os olhos, com lentes verdes, são aumentados artificialmente). Depp e Burton queriam que o Chapeleiro fosse alguém com as emoções à flor da pele, e por isso todas as suas (súbitas) mudanças de humor manifestam-se em todo o corpo, no rosto, na roupa, na voz (quando fica zangado ganha um inquietante sotaque escocês).
Alice/Mia Wasikowska
"Alice é uma figura tão icônica que quando dizemos o nome dela na cabeça da maioria das pessoas surge esta imagem de uma garota loura de vestido azul", conta Mia Wasikowska, a australiana de 20 anos que Tim Burton escolheu para o papel por achar que havia nela "uma certa calma". "Queríamos retirar-lhe essa carga icônica e encontrar uma Alice adolescente com a qual as pessoas se pudessem relacionar", explica Mia. "Ela está enfrentando o mesmo que muitas garotas da idade dela". Sente-se "desconfortável na sua pele" e com "a sociedade a que pertence". Sem maquiagem e sem distorções, Alice é a mais "natural" de todas as personagens. Mia confessa que tinha inveja dos colegas que eram ajudados pelos efeitos especiais. Mas estava ocupada demais a perceber em que cenas era minúscula e em que cenas era gigante para se preocupar com isso.
Rainha Vermelha/Helena Bonham Carter
"É sempre engraçado ser rainha, conseguirmos tudo o que queremos e somos pagos para nos comportarmos como uma criança mimada". É assim que Helena Bonham Carter resume o papel que o marido, Tim Burton, lhe atribuiu "obviamente" (segundo ele). Ela fica preocupada por ter sido uma escolha tão óbvia – tal como fica preocupada quando os filhos a reconhecem imediatamente ("mamãe, mamãe", gritam quando a vêem vestida de Rainha Vermelha), apesar da personagem, ao contrário dela, ter uma cabeça desmedidamente grande e um temperamento feroz.
Será afinal Helena mais parecida com a Rainha Vermelha do que imaginava? Quando está em cena tem que gritar o tempo todo – "Cortem-lhe a cabeça!" é o seu grito favorito – e isso a fez perder a voz. Confessa que a igualmente colérica Rainha de Copas do filme original da Disney não foi fonte de inspiração. O que Burton a aconselhou a ver, e que a inspirou, foi o retrato que Bette Davies fez em Isabel I em "A Rainha Virgem", e "Mommie Dearest", a (pouco simpática) biografia de Joan Crawford feita pela filha adotiva dela. E, claro, "crianças mimadas".
Rainha Branca/Anne Hathaway
A atriz tinha uma idéia muito clara do que queria que a sua personagem fosse: uma "punk-rock pacifista", inspirada em partes em Blondie. A Rainha Branca é boa, mas não totalmente – afinal é a irmã da Rainha Vermelha? "No País das Maravilhas ninguém é inteiramente bom ou mau e acho isso fantástico. Há gradações em todas as personagens". Numa das cenas uma mosca voa em frente da cara da Rainha Branca e ela afasta-a gentilmente. "Nunca poderia fazer mal a uma criatura viva", diz. Foi daí que Hathaway tirou a idéia dela ser pacifista. Mas, no fundo, acha que ela tinha vontade de matar a mosca, e que todo o seu espírito zen é resultado de um esforço sobre a sua própria natureza. "Vi muitos filmes mudos da Greta Garbo porque a minha personagem tem que se expressar muito por reações", revela. Um dia experimentou levantar as mãos, porque não as queria pousadas no colo como é habitual fazer-se com vestidos vitorianos. "Nunca mais as baixei". Por isso a sua Rainha move-se como se flutuasse, e agita as mãos no ar "como se estivesse constantemente a fazer poções e a lançar feitiços".
Tweedledee/Tweedledum/Matt Lucas
São dois irmãos gêmeos esféricos que falam numa linguagem que só faz sentido para eles. Com um corpo digital, os dois têm
(em parte) o rosto do ator britânico Matt Lucas (da série "Little Britain"). Lucas diz que os imaginou como "duas crianças vitorianas mal comportadas, com a mão metida no pote do mel".
No dia 23 de julho Mia Wasikowska foi confirmada para interpretar Alice, e a própria atriz confirmou em seu site oficial que fará a personagem.
No dia 28 de julho foi confirmado o segundo ator no elenco, dessa vez foi Johnny Depp para interpretar o Chapeleiro Maluco. O ator e o diretor já trabalharam juntos em diversos filmes.
No dia 10 de setembro saíram rumores de que Matt Lucas irá interpretar os gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, para interpretar os gêmeos, Matt será duplicado por computação gráfica, técnica que Burton já havia usado para multiplicar Deep Roy para fazer os anões oompa-loompas de A Fantástica Fábrica de Chocolate.
No dia 23 de setembro o próprio Matt confirmou sua presença no longa.
No dia 21 de setembro o IMDB foi atualizado trazendo o nome da atriz Geraldine James, ainda não confirmada no elenco.
No dia 23 de setembro o site "thisishullandeastriding.co.uk" confirmou a atriz Eleanor Tomlinson no elenco do filme, o seu papel será o de uma amiga de Alice, Fiona Chataway, que surge no princípio do filme, antes de Alice entrar na toca do coelho.
No dia 24 de setembro Helena Bonham Carter,que interpreta a Comensal da Morte Belatriz Lestrange, foi confirmada em Alice, o personagem que ela interpretará será a Rainha Vermelha.
No dia 27 de outubro Alan Rickman, que interpreta o professor Snape em Harry Potter, foi confirmado no elenco, seu personagem será a Lagarta.
Almost Alice é a trilha sonora promocional do filme Alice in Wonderland, que conta com vários artistas, incluindo a cantora Avril Lavigne, Franz Ferdinand, 3OH!3, Tokio Hotel, entre outros.
O primeiro single da trilha sonora além de ser a canção-tema do filme, "Alice", de Avril Lavigne, foi lançada nas rádios em 27 de janeiro de 2010.
A Trilha Sonora está cogitada à ser lançada em 24 de Março em território nacional brasileiro.
Faixas da Trilha Sonora
1. "Alice" Avril Lavigne 5:01
2. "The Poison" The All-American Rejects 3:54
3. "The Technicolor Phase" Owl City 4:28
4. "Her Name Is Alice" Shinedown 3:39
5. "Painting Flowers" All Time Low 3:26
6. "Where’s My Angel" Metro Station 3:39
7. "Strange" Tokio Hotel e Kerli 3:52
8. "Follow Me Down" 3OH!3 e Neon Hitch 3:24
9. "Very Good Advice" Robert Smith 2:58
10. "In Transit" Mark Hoppus e Pete Wentz 4:28
11. "Welcome to Mystery" Plain White T’s 4:03
12. "Tea Party" Kerli 3:29
13. "The Lobster Quadrille" Franz Ferdinand 2:09
14. "Running Out of Time" Motion City Soundtrack 3:00
15. "Fell Down a Hole" Wolfmother 5:04
16. "White Rabbit" Grace Potter and the Nocturnals 3:22
17. You Are Old, Father William They Might Be Giants 2:32
18. Alice’s Theme Danny Elfman 5:08
Danny Elfman é o responsável pela trilha instrumental do filme. Esse será o 13° filme que Burton e Elfman trabalharão juntos. Danny Elfman é famoso por trilhas de filmes como Batman (do próprio Tim Burton), Homem Aranha, O Gênio Indomável, Missão Impossível e MIB: Homens de Preto.
1. Alice’s Theme 5:06
2. Little Alice 1:33
3. Proposal/Down the Hole 2:57
4. Doors 1:51
5. Drink Me 2:47
6. Into the Garden 0:49
7. Alice Reprise #1 0:26
8. Bandersnatched 2:41
9. Finding Absolem 2:40
10. Alice Reprise #2 0:38
11. The Cheshire Cat 2:06
12. Alice And Bayard’s Journey 4:03
13. Alice Reprise #3 0:23
14. Alice Escapes 1:07
15. The White Queen 0:36
16. Only A Dream 1:25
17. The Dungeon 2:18
18. Alice Decides 3:13
19. Alice Reprise #4 1:01
20. Going To Battle 2:41
21. The Final Confrontation 1:41
22. Blood Of The Jabberwocky 2:36
23. Alice Returns 3:14
24. Alice Reprise #5 2:55
Pronto para uma dose grotesca de loucura no seu vídeo game? A história mistura eventos de duas obras literárias: Alice no País das Maravilhas(1865) e Alice através do Espelho (1871), escritas pelo inglês Lewis Caroll.
Nele, você se envolverá em todos os pontos da trama, desvendando os mistérios dos cenários sombrios e cruzando as barreiras da realidade. Sua função aqui não é controlar a Alice, mas sim protege-la no papel de outros grandes personagens, como a Lebre de Março (March Hare) e o Gato Risonho (Cheshire Cat).
Mais interessante ainda é que cada um deles contará com habilidades originais — baseadas diretamente no livro — que afetarão diretamente a jogabilidade. Alguns poderão controlar o tempo, outros seguirão adiante dobrando as dimensões. Esta reviravolta na jogabilidade tem papel importante sobre a resolução dos quebra-cabeças, parte fundamental do enredo.
As versões para PC e Wii, além de seguirem a história do filme, trazem locações inéditas. É possível ainda visitar várias vezes o mesmo ambiente a fim de coletar as chamadas "idéias impossíveis" e desvendar os segredos da aventura. Já a versão para o sistema DS, além de possuir um estilo gráfico próprio, exige que o jogador use a câmera (do portátil) para detectar cores (do mundo real) que desbloqueiam itens do jogo.


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